nada absoluto

de tanto passarfomegritandopelasmazelasdosilênciodoteu nome o cabelobrancoaindaresisteda memóriapérfidaque aindainsisteda promessavãde diasmenostristes do fusohorárioque separanossossonhosequivocados dos equívocosque tramopara sercondenadoa uma eternadanaçãosem deussem mentirassem desejossemvida

rega e poda

eu regouma planta de ódiotodos os diaspara lembrardo motivoda descoloraçãodas minhascicatrizes dizemque é precisodois anosaté passarum diasem pensarem fumar maseu tenho dificuldadeem passaruma horasem pensarem você o que me aproximanão é o amoré a minha plantade ódioque não voumais regar vou deixarà luznecromantedo solpara secare morrer

crazy lily

lily,você tão articuladae eu plagiandoabóboras amassadas lily,você não sabe nadamas estou amandoas curvas na estrada lily,chegaremos atrasadospois conversamosa noite toda lily,é tudo papo furadovocê nem existee isso é foda a solidão me fazdialogarcom fantasmascomo vocêlindaperfumadae ausentelily

Rio-Santos vazia

não se distinguemmaiúsculas angústiasde minúsculas perdasParaty ecoa ausênciasdo que já foi um diachove sobre meus planosarde e cheira paralisiaressignificar símbolosé assim tão certomas desencaixar êmbolosé assim tão abstratoas seringas cheias de are os manguezais alagadosminha vontade natimortaespalhado na cama vaziaremói sem pedir licençadói mais do que deveria