em cima do piano

eu durmocom a guarda altae o maxilartesoe a dúvidade sermaisdomesmo todos os diasabrocontagemde pontosparanão virar presunto se minhaânsiate adulaleiaminhabulae evitetomarsua dosehomeopáticada minhapresençapatética eu jánão façomaisquestãoterimportânciasou a mãoque o caixãobalançaalgo perdidona mentiradainfância

pseudoriso

você maltratasua criançainternaquandoseorgulhadaprópriaindiferença eu aindatentoarrancaro band-aidquecobreo escárniode não lembraros traçosmórbidosda suaface e estátudobemquandoa dorde mentiré menorque a dorde nãodormire seurisotemo somdomatadouroe a cordoaçoite e estátudobemquandovocêdissimulaum caminholeveepacíficoenquantomastigaas lâminasdaquiloque fugiuda sua maniade controleembebidasno sucoácidodo fracassoem serfeliz

o desdém de Zaratustra

o pior da humanidadeestá contidoem nós acusadores de Sócratescarcereiros da paznão deixamosdormirMorfeualimentamosSchopenhauercom os versículosque nem Deusentendeu e não há nadade erradonisso se soureflexo da escóriaestou tambémcontidocomocarga viralna coletividade o que rastejatambém habitaa partede cimatodo dia castradoadmirando totensem um gozopatricida a forma desnaturao conteúdoe sua tentativadesesperadade felicidadee bonançaé o que televaa reiterarsuamaisperversacriança

nada absoluto

de tanto passarfomegritandopelasmazelasdosilênciodoteu nome o cabelobrancoaindaresisteda memóriapérfidaque aindainsisteda promessavãde diasmenostristes do fusohorárioque separanossossonhosequivocados dos equívocosque tramopara sercondenadoa uma eternadanaçãosem deussem mentirassem desejossemvida

rega e poda

eu regouma planta de ódiotodos os diaspara lembrardo motivoda descoloraçãodas minhascicatrizes dizemque é precisodois anosaté passarum diasem pensarem fumar maseu tenho dificuldadeem passaruma horasem pensarem você o que me aproximanão é o amoré a minha plantade ódioque não voumais regar vou deixarà luznecromantedo solpara secare morrer