rega e poda

eu regouma planta de ódiotodos os diaspara lembrardo motivoda descoloraçãodas minhascicatrizes dizemque é precisodois anosaté passarum diasem pensarem fumar maseu tenho dificuldadeem passaruma horasem pensarem você o que me aproximanão é o amoré a minha plantade ódioque não voumais regar vou deixarà luznecromantedo solpara secare morrer

tempero do tempo

por um tempo eu só quisescrever coisas positivasdissimular a naturezaputrefatadas relaçõesfindadas por um tempo eu só tinhaa esperança em um calormenos congelantedo queesse seu amorculpado por um tempo quis esquecerdo suicídio descarrilhadoque o universoprovocavacom a lembrançada sua nudez por um temponão soubedizeradeusao salgadodas suas lágrimasque me recordavama existência de algumahumanidadeno seu olhar

eigengrau doppelganger

fecho os olhosbusco o preto absolutomas só existeeigengraufecho os olhosadmiro o meu lutoé necessáriofulguralnão são raiosartificiaisbenfloginé energiapotencialque restouem mimtanto que idealizoque torno minhasua identidademanipuloanulandoa fidedignapersonalidadeé versoao invésde verdadeé pijamade ternovaidademe despeçodeste cinzaintrínsecodas minhascriaçõesplatônicasdesses amoressuperestimadosdesses sonhosputrefatosadeusdoppelgangerdo meudesejoseu lirismoafetaminha verdadeiravontadegozar com vocêagora éinsanidade