em cima do piano

eu durmocom a guarda altae o maxilartesoe a dúvidade sermaisdomesmo todos os diasabrocontagemde pontosparanão virar presunto se minhaânsiate adulaleiaminhabulae evitetomarsua dosehomeopáticada minhapresençapatética eu jánão façomaisquestãoterimportânciasou a mãoque o caixãobalançaalgo perdidona mentiradainfância

pseudoriso

você maltratasua criançainternaquandoseorgulhadaprópriaindiferença eu aindatentoarrancaro band-aidquecobreo escárniode não lembraros traçosmórbidosda suaface e estátudobemquandoa dorde mentiré menorque a dorde nãodormire seurisotemo somdomatadouroe a cordoaçoite e estátudobemquandovocêdissimulaum caminholeveepacíficoenquantomastigaas lâminasdaquiloque fugiuda sua maniade controleembebidasno sucoácidodo fracassoem serfeliz

nossa dança

você é tãoconvincentena dorparece que dublaas próprias ideiasquando se esforçapara não se desfigurarquando a lágrimainunda a facee meu sadismose tornaplenoao beijar seus lábiosressecadospara sentiro gosto de salantesde pedirque você váparasempredeixandoa portaabertaas luzesacesase a cordadeliciosamentependuradacom seueternosilêncio

na clínica (flores do mal)

o médico cocainômanocom sua barbaexacerbadagritandoCANALHA o guitarristaque se apaixonoupor alice in chainse tentou se matarcomendopilhaspalito o esquizofrênicoamante de ervaque sabe de cabeçatodas as linhasde ônibusdo Rioe roubasabonetespara comerescondido o famosoatorespaçosoe desequilibradocom seus dilemasde autoimagem o cara que trazdrogasbemescondidonas partesíntimase teofereceno quarto(as drogas e as partes íntimas!) a pequenameninailudidapor um grandeamorplatônicoe porgiletessocráticas e euum poucode todosenadadeninguémvendoContinuar lendo “na clínica (flores do mal)”

Modernidade – Desafio Literário

não sei quais frequênciasperpassam meu corpoquando escrevosobre a reuniãodas nossasdigitais se perco maiscabelostanto faza cabeça se percoo tempoa horao instanteque debutao avatardistanteque agorarepresentatoda suaexistência se rebeldeminha línguaimpedeminhaeuforiao poderde deletartudo que sinto e volto àspalavras erradasàs entradasnão requisitadas e no silênciofinjo queaindapossoouvirvocêchegarcom algumapropostaindecenteque me tiredo tédiode ter sempreo que fazer Desafio proposto por Cristileine Leão doContinuar lendo “Modernidade – Desafio Literário”