em cima do piano

eu durmocom a guarda altae o maxilartesoe a dúvidade sermaisdomesmo todos os diasabrocontagemde pontosparanão virar presunto se minhaânsiate adulaleiaminhabulae evitetomarsua dosehomeopáticada minhapresençapatética eu jánão façomaisquestãoterimportânciasou a mãoque o caixãobalançaalgo perdidona mentiradainfância

pseudoriso

você maltratasua criançainternaquandoseorgulhadaprópriaindiferença eu aindatentoarrancaro band-aidquecobreo escárniode não lembraros traçosmórbidosda suaface e estátudobemquandoa dorde mentiré menorque a dorde nãodormire seurisotemo somdomatadouroe a cordoaçoite e estátudobemquandovocêdissimulaum caminholeveepacíficoenquantomastigaas lâminasdaquiloque fugiuda sua maniade controleembebidasno sucoácidodo fracassoem serfeliz

nossa dança

você é tãoconvincentena dorparece que dublaas próprias ideiasquando se esforçapara não se desfigurarquando a lágrimainunda a facee meu sadismose tornaplenoao beijar seus lábiosressecadospara sentiro gosto de salantesde pedirque você váparasempredeixandoa portaabertaas luzesacesase a cordadeliciosamentependuradacom seueternosilêncio