eigengrau doppelganger

fecho os olhosbusco o preto absolutomas só existeeigengraufecho os olhosadmiro o meu lutoé necessáriofulguralnão são raiosartificiaisbenfloginé energiapotencialque restouem mimtanto que idealizoque torno minhasua identidademanipuloanulandoa fidedignapersonalidadeé versoao invésde verdadeé pijamade ternovaidademe despeçodeste cinzaintrínsecodas minhascriaçõesplatônicasdesses amoressuperestimadosdesses sonhosputrefatosadeusdoppelgangerdo meudesejoseu lirismoafetaminha verdadeiravontadegozar com vocêagora éinsanidade

jovem goethe

meus dilemasfomentam ódioquando os vejoem você sua possessividadeimplicantesua opçãopelo caminhoda conveniênciasua vaidadeinconstantesua mórbidacarência pelo menosuma coisaeu faço diferenteeu vou emborae saioda suafrente eu codificominha dorna sublimeessênciade sero quenão for

poesia em desencanto

poetavocê está se tornandorepetitivosuas palavrassão becosafônicosseus mantrassequelasseus amoresdistônicospoetasua singularidadeé pluralos tropeçosmnemônicoscada vez maisecoamigualpoetasua solidãolhe agridecomo umaseitavocênão encarao mundoapenasaceitapoetavocê é a metonímiada sua obradeletadavocê acertacom a rimaerradasalve-sepoetado inefávelda ilusãodo controlepelo versohá maisna poesiado que sonhaseu vãouniverso

insaciável

você queria minha alforriae eu lhe deiminha faltade tatomeusbatimentosarrítmicose minha vozdistorcidaem lá sustenido você queria minha empatiae eu lhe deio fim do meudesejominhasmemóriasmais melancólicase meu preçoem hemoglobina você queria minha devoçãoe eu lhe deiminha paixãomais odiadaminha precea um deusimpronunciadoe minha lúdicaroleta russamatutina não é segredoque eu não possonão queroe não voulhesatisfazer vou limitarmeu valorà imprecisãodeContinuar lendo “insaciável”