dessintonia

às vezescomo no fusion jazzeu posso falar muitoe você entender algomas no fundonão quis dizerbulhufas e de vez em quandoquero dizer muitomas as palavrassão viciadasébriasem jogosde azar pois sigocomo paido ruídotodo verbeteagoraé um riscode ser malinterpretadoinclusivequantoestouaflito ecalado

nossa dança

você é tãoconvincentena dorparece que dublaas próprias ideiasquando se esforçapara não se desfigurarquando a lágrimainunda a facee meu sadismose tornaplenoao beijar seus lábiosressecadospara sentiro gosto de salantesde pedirque você váparasempredeixandoa portaabertaas luzesacesase a cordadeliciosamentependuradacom seueternosilêncio

o desdém de Zaratustra

o pior da humanidadeestá contidoem nós acusadores de Sócratescarcereiros da paznão deixamosdormirMorfeualimentamosSchopenhauercom os versículosque nem Deusentendeu e não há nadade erradonisso se soureflexo da escóriaestou tambémcontidocomocarga viralna coletividade o que rastejatambém habitaa partede cimatodo dia castradoadmirando totensem um gozopatricida a forma desnaturao conteúdoe sua tentativadesesperadade felicidadee bonançaé o que televaa reiterarsuamaisperversacriança

nada absoluto

de tanto passarfomegritandopelasmazelasdosilênciodoteu nome o cabelobrancoaindaresisteda memóriapérfidaque aindainsisteda promessavãde diasmenostristes do fusohorárioque separanossossonhosequivocados dos equívocosque tramopara sercondenadoa uma eternadanaçãosem deussem mentirassem desejossemvida

na clínica (flores do mal)

o médico cocainômanocom sua barbaexacerbadagritandoCANALHA o guitarristaque se apaixonoupor alice in chainse tentou se matarcomendopilhaspalito o esquizofrênicoamante de ervaque sabe de cabeçatodas as linhasde ônibusdo Rioe roubasabonetespara comerescondido o famosoatorespaçosoe desequilibradocom seus dilemasde autoimagem o cara que trazdrogasbemescondidonas partesíntimase teofereceno quarto(as drogas e as partes íntimas!) a pequenameninailudidapor um grandeamorplatônicoe porgiletessocráticas e euum poucode todosenadadeninguémvendoContinuar lendo “na clínica (flores do mal)”

Modernidade – Desafio Literário

não sei quais frequênciasperpassam meu corpoquando escrevosobre a reuniãodas nossasdigitais se perco maiscabelostanto faza cabeça se percoo tempoa horao instanteque debutao avatardistanteque agorarepresentatoda suaexistência se rebeldeminha línguaimpedeminhaeuforiao poderde deletartudo que sinto e volto àspalavras erradasàs entradasnão requisitadas e no silênciofinjo queaindapossoouvirvocêchegarcom algumapropostaindecenteque me tiredo tédiode ter sempreo que fazer Desafio proposto por Cristileine Leão doContinuar lendo “Modernidade – Desafio Literário”