o apóstata

eu que
só posso
ofertar
o maligno
a angústia
o trono
dos escritores
cruelmente
decepados

eu que
mascaro
em poesia
o que é
verme
e
apostasia

eu que
defino
em sangue
branco
o lírio
infecundo
da tua
fisionomia

eu que
busquei
os
versos
estéreis
para
plantar
meu ego
naquilo
que chamei
de amor
um dia

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