arremeter

ouço gritos
sussurros
permissividades
quando
me
deito

poemas
concretos
líquidos
perfeitos

alguém canta
do lado
de lá

às vezes
não sei
onde
estou
não sei
se
dormi
não sei
se
morri

sei
que
a parte
tenra
de estar
vivo
é poder
me ausentar
de tudo
que já
vivi

5 comentários em “arremeter

    1. A fotografia de um microcosmo. Que bom que te faz bem. A mim, às vezes faz bem, às vezes não. Mas percebo que não escrever é a consumação do fim. Então escrevo, quase que por necessidade de sobrevivência.

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  1. Um dia
    somos crianças,
    irreverentes,
    audazes, corajosas.
    Um dia
    descobrimos,
    a real virtude do mundo,
    ou a irrealidade das coisas
    que o compõem.
    E o sonho?
    Onde fica o sonho
    de tudo o que esperamos?
    E a dor
    de tudo o que perdemos?
    Do que sentimos?
    Importa?
    Sorrimos para a dor.
    Quem a vê?
    Quem a sente no nosso íntimo?
    Inolvidável a cicatriz aumenta.
    Uma a uma.
    Invisível.
    A vida continua
    No espaço sideral
    nada se perde.
    Tudo se recria e permanece.
    Ontem que já é hoje.
    A infância lá longe
    curva-se ao instante que
    antecede o amanhã.
    Somos o tempo.
    A roda gira
    e, nela,
    todos nós.

    Curtido por 1 pessoa

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