só sustenido

o ruído branco da sua ausência
minha nova agonia na sapiência
a neve que não cai neste país
tudo que faço e tudo que fiz

o preço do luto que me afronta
o rude do vinho que molha a ponta
meu novo cambalear consagrado
vida que arde sem som ao meu lado

as plantas que rego para adornar
a tumba velada que chamo de lar
a noite que mato em só sustenido
dor que acalma se tem um sentido

digo o que digo ou me calo aflito
sublimo a lenda aterro o mito
urro suas consoantes plurais
escrever sempre viver jamais

3 comentários em “só sustenido

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s